sexta-feira, 25 de junho de 2010

Desde do 1º dia

Sentei-me no banco do jardim, respirei fundo enquanto senti um arrepio. baixei o olhar e fiquei parado apenas a ver o chão. Ainda restam algumas folhas do outono, que dançam ao sabor do vento. Sentado, sinto assim o tão dito vento a bater no rosto, ajeito o cabelo e reparo nas árvores, começam a ficar floridas. Do outro lado da rua, vejo passar pessoas, estão felizes, ou pelo menos parecem, têm um sorriso na cara e expressões variadas, umas são grandes e outras mais pequenas. Passam a conversar e algumas um pouco apressadas, mas afinal, nem todas estão bem. Nem reparei que do meu lado, está sentada uma rapariga com uma lágrima a cair.
Olhei-a nos olhos e tentei interpreta-la, e diversos assuntos surgiram. Hoje recordo esse dia como um dia diferente que me permitiu conhecer-te melhor, dia após dia. Informo-te que és das minhas melhores amigas, tu lês-me o pensamento sem dizeres uma palavra. Eu confio em ti, porque sempre foi assim, ensinaste-me a saber o que era melhor para mim. A partir do momento em que te ouvi, te senti, vi que tinha a ver contigo, tudo o que sempre pedi e nunca tinha encontrado. Compreensão, amor, atitude e respeito, tudo disto me falaste com aquele teu jeito de harmonia. De tudo o que eu sinto a passar à minha volta, dentro de mim, o meu sentimento só a ti revela o que eu guardo cá dentro. Aquela sintonia que não se explica mas é forte demais, para deixar que ela se afaste da nossa vida. Tu és assim para mim, essência que arde. Tu és, a minha liberdade, onde posso confiar todos os segredos e desabafos com toda a honestidade.

Ao teu lado todos os sentidos se juntam, todas as certezas se unem, todas as palavras se afirmam. Ao teu lado, perto de ti os sentidos tornam-se maiores, tudo se forma, tudo se gera, até o errado ganha sentido.
A ilusão de um sempre e a existência de um infinito, é isso que eu quero que me faças viver.

Já não era nem metade daquilo que sou sem ti, contigo não aprendi nem cresci, contigo eu formei-me.

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